terça-feira, 4 de agosto de 2009
Felicidade Inesperada
Em meio a dias pesados e incertos, eis que surge uma novidade a tempos aguardada:
Sou tia novamente.
O Jorge (meu cunhado, irmão do Luiz) e sua esposa, a valente Karin, adotaram um menininho maravilhoso de 2 anos e 3 meses: JOÃO.
Que Felicidade!!!!!!!
Não sei como nos aguentamos e não desabamos de chorar eu e a Karin (choramos só um pouquinho... rsss).
Ele é um fofo, querido e sinto como se já o conhecesse a tempos. Os primos ficaram loucos e já não estranham ou perguntam nada, porque já possuem outros primos adotados também, em sublime sintonia, de minha prima Adriane.
Penso que somos mesmo previlegiados de termos a oportunidade de conviver com pessoas tão nobres como essas duas mulheres: Adriane e karin. Esse é um verdadeiro ato de amor dos casais, mas como parir ainda é previlégio feminino, são elas que merecem nossos aplausos.
Ser mãe e pai era tudo que a Karin e o Jorge poderiam ter de melhor no momento, porque tios e padrinhos eles são faz tempo e de uma galerinha considerável. Mas quanto amor reprimido eles terão para o João? Não sei não, é melhor eles tomarem cuidado, porque a porteira abriu e a boiada pode passar. Vamos ver quantos mais.
Só sei que a Felicidade bateu na nossa porta e só podemos desejar tudo de melhor para esse garotinho que escolheu essa família para ser feliz.
Bem vindo a Família Cansian!!!
Balde de água fria
Lidar com a vida é uma arte e lidar com o final dela não tem poesia. Tudo é muito duro, cru. È preto no branco ou branco no preto. Faltam elementos para fugir da realidade, pois ela todo dia vem nos mostrar como somos pequenas e ao mesmo tempo grandes obras divinas.
Tento não desmoronar, afinal muitos dependem de mim. Mas o maior aprendizado vem do sofrimento, principalmente daquele que não é necessariamente o nosso, mas que nos pertence.
Ter um ente querido em idade avançada é uma benção porque é a ordem natural da vida: os mais velhos se vão primeiro. Abençoada esta família que não fugiu a regra. Mas isso não impede a dor, a preocupação, a ansiedade pelo que virá.
Minha mãe teve um AVC. Grave, mas não letal. Sério, mas reversível. Só que com sua idade (85 anos), só depende dela e não dos que a amam, prosseguir. Seu espírito sempre foi jovem (eu sempre enchi a boca para falar isso), pena que agora ela precisasse de um corpo mais jovem também, para poder superar. Lições, eu tenho, tirado muitas, dessa situação e tenho tomado consciência ainda maior, dos cuidados com a "máquina". Mas isso servirá (se Deus quiser) para mim. Para ela não. Ela precisa encontrar força ali, naquele corpo pesado, com dificuldades motoras, sem vontade de nada dos últimos dias. Durante um mês ela praticamente parou e agora precisa embalar de novo. Comer seria um bom começo: transferir energia através de algo prazeroso. Mas que nada...ela está com sonda nasal... engasga com a própria saliva. Todo o resto seria mais fácil, mas ficar sem comer... A hora da mesa é sagrada. Serve para situar o nosso dia: café da manhã, almoço, lanchinho, janta, o leitinho quente da noite... Tudo seria mais fácil.
Vir para casa é o próximo passo. Será uma tranferência pura e simples por enquanto (cama hospitalar, sonda, oxigênio, banhos na cama, dias de muito desconforto físico, fisio, fono... cansei).
Mas temos fé que em casa o ânimo voltará... a disposição será maior sem as paredes e o teto branco do hospital.
Para o meu pai, idem: ele merece seu cantinho. Não há ninguém neste mundo mais zeloso que meu pai. Sua missão se repete sempre que alguém precisa (seja da família ou não). Agora imagina com minha mãe, seu sempre amor. Dedicação e paciência nunca faltam, mas ele é um senhor que também merece cuidados. Em casa sua rotina será aliviada (ou não... olha a ansiedade...). Mas ali está seu computador, seu escritório, seus afazeres domésticos (sim é ele que faz quase tudo há muito tempo).
Estamos em compasso de espera. Dúvidas temos aos montes, mas neste tempo todo descobrimos certezas incontestáveis, como o amor e a cumplicidade que nos une, também na tristeza. Minha irmã e eu estamos disponíveis, mas é com meu pai que o elo de luz é mais forte.
Dona Carmen está amparada. Feliz ela, que pode contar conosco.
Cada um de nós não sabemos se teremos a mesma sorte.
Fique bem mamãe, porque eu não desanimo jamais.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Vou filosofar....
Linda!

Meu príncipe


São todos uns fofos!!!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Viagem Calórica
terça-feira, 16 de junho de 2009
Minha primeira vez num SPA
Alameda de acesso a recepção - Imponente né?!
Vistas internas
Experiência maravilhosa.Primeiro porque percebemos como precisamos de pouco (nem tão pouco assim) para viver. Gente... 300 calorias é muito pouco (como eu ri quando me deparei com meu primeiro dia).
Segundo que atividade física é mesmo necessária. Não tem jeito. E o melhor: conviver num espaço onde todos, sem excessão, estão lutando por um objetivo tão pessoal e ao mesmo tempo coletivo, é muito estimulante.
No SPA cada história é uma história, mas descobrimos juntos que para tudo tem solução e mais importante, que somos capazes.
A qualidade maior é que é impossível sair de lá igual. Isso é demais. Impossível, ingerindo 300 cal, não perder peso. Seja líquido, seja massa gorda ou magra. Algo sempre vai embora. Se ali adiante vc vai reencontrar só depende de vc.
Mas os momentos de convivência com essas pessoas que conheci são impagáveis. Sem citar nomes, depois de 3 dias, parecia que nos conhecíamos há anos. Vidas tão distantes, experiências variadas, e no final nos irmanamos de tal maneira, que se não fossem elas, nenhuma de nós conseguiria.
Agradeço a todos pela ajuda, seja porque me estimularam, ou seja porque a minha experiência serviu para alguém. É muito gratificante.
O dia a dia não é fácil. Desde ter de acordar cedo (te ligam as 7:00hs), pesar (tira a roupa, relógio, brinco, o que mais pesar...e que frio!), exames (colher urina, sangue, o maldito "proto" que não não sai- que novela), consultas (com clínico, nutri, endocrino, psicóloga e o que mais vc precisar), caminhar, aula disso, daquilo, ansiedade, falta de sono, sono, moleza, cetose, escolher cardápio (que cardápio???), engolir a fome, o desejo, a saudade da família, uma eventual saidinha (após o sétimo dia)... Moçada é muito trabalho.
Mas a graça mesmo é a sala de espera para tudo isso. O que a gente se diverte não tem preço. E as massagens...aaahhh as massagens...são como prêmio para tanto empenho e esforço. E eu me esforçei! Participei de tudo e mais um pouco, mas fui com esse espírito: queira arejar e descansar minha cabeça, mas o meu corpo malhou. Meus novos amigos riam, mas no fim acabava sendo um incentivo para todos.
E juro!!! como gordo tem bom humor. É isso que nos salva por lá. Eles deviam incluir nos serviços,"terapia do riso". Isso faz muito bem. Dei muita sorte, pois desde que cheguei não me deparei com nenhum gordo depressivo e segundo os entendidos, isso é muito comum.
Caminho das Águas: adorei para fortalecer as pernas e reduzir medidas,
Na Academia os personais foram uns amores e esse fisioterapeuta, Dr. Ivan
quase nos mata de rir imitando e corrigindo o caminhar e o correr de todos.
Formamos nesse tempo (9 dias no meu caso), um grupo tão coeso. Sem citar nomes novamente: uma viúva, de Curitiba, que sozinha (que força!) criou 3 meninas; uma solteira linda, de Brasília (quase casada - seis meses antes, com tudo pronto ele resolveu esperar e adiou o casamento - hoje eles moram juntos); 2 solteiras, de São Paulo, mais ou menos da minha idade, super competentes e bem sucedidas em suas profissões - queridas e carinhosas; uma de Cuiabá, baixinha, espevitada, com um espírito e um humor todo especial; 2 amigos, muito unidos e companheiros, de Mato Grosso, sendo que um deles esteve por 5 vezes no SPA (e está muito bem, mas se mantendo melhor para sua companheira nova) e o outro precisando eliminar 40 quilos - numa atitude invejável sem cirurgia de redução nenhuma- tendo o auxílio e o apoio desse amigo; uma médica "super" de Sorocaba, que vive em esquema de albergue (ela sai para trabalhar e volta todos os dias para lá); uma fofa do Rio -dinâmica, nova e linda mas que se cuida desde já- e outra de Ilhéus que se dispôs a ficar 20 dias tendo filhos e tudo mais (maridão tá dando a maior força).
Todos reagimos de maneira diferente em relação a estarmos num SPA, mas ao mesmo tempo, nos unimos, como se o bom desempenho de um fosse a vitória de todos.
Esse companheirismo, eu senti verdadeiro e adorei estar ali com eles. Trocamos experiências e rimos de montão. Comíamos nada, mas nossas refeições eram as mais demoradas. Ríamos muito e abriamos nossos corações.
Outra coisa engraçada e legal: no SPA não se "paga mico". As pessoas deixam parte de seus preconceitos do lado de fora e são mais despudoradas. Quase tudo pode: dançar livremente, dizer que "gosta", que "não gosta", que quer, que não quer, falar e não fazer, fazer e não assumir. Tudo pode e nós como cúmplices, não julgamos, somos mais compreensivos lá dentro do que aqui fora.
Não há o que pague o bom presente de "Dia das Mães" que eu pedi este ano. Obrigada ao meu marido Luiz - sempre companheiro, amor, amante e que nunca me cobrou nada em relação a minha aparência física - mas que sempre me apoiou em minhas decisões e dá a maior força para que eu seja feliz do jeito que for e aos meus filhos que também me amam incondicionalmente, mas para quem eu desejo mostrar que quando queremos tudo é possível.
Dizem que foi o melhor frango com molho de 2 queijos já "experimentados"
Fazer uma alimentação de qualidade sempre foi importante nesta casa, mas dosar as guloseimas e as quantidades de tudo que se ingeri, foi um grande aprendizado. Outra lição muito importante para mim, e para isso estar longe foi imprescindível, foi a velocidade ao comer: aqui no meu dia-a-dia eu "devoro" um prato em cinco minutos, pois estou sempre preocupada com horários ou problemas meus e dos outros. Lá tive esse momento só para mim.
Esse e alguns outros preciosos: o SPA também é isso. Foi muito bom estar sozinha. Fazia anos que não me encontrava comigo mesma e só por tantos dias. Me senti bem, me valorizei, pois reconheci que existo por mim e não por minha família. Juro que já sabia, mas perceber que se é uma pessoa agradável, capaz de conviver em ambiente novo e fazer amigos por si, sem a interferência de filhos e de marido (mãe de alguém OU amigo de amigo), foi muito legal.
Meu quarto era o último à direita - bem embaixo da árvore
Da esquerda para direita: O grande Jaime, Rosa, o pequenino Alceu, Fernanda, Magda,
Márcia e nosso menino da animação Rodrigo (meu parceiro de forró)
Já na hora de partir: Rosa, Tânia, eu e Márcia.
Ao final, tudo foi maravilhoso, voltei para casa mais leve e disposta a continuar mais leve ainda.
Saudade de todos, mas juro que irei manter contato.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Bolando blog Isa e Osmar
Ajustes estão sendo feitos, ainda faltam informações de montão, mas o jeitão, a cara está ali.
Adorei a foto que realmente dá a noção da cumplicidade do casal e do bom astral em que estão neste momento.
O Gui deu milhões de idéias, muito criativas até para o evento do casamento, a Lili não tem igual - é uma facilidade só para resolver tudo no "fotoshop"- na diagramação, a Patricia super criteriosa com a estética, com as cores e eu dou meus palpites.
O legal é que no fim todos estamos envolvidos em colaborar para tornar esse momento "Casamento na Ilha" especial.
Segue o blog (ainda em criação) http://ocasamentonailha.blogspot.com/
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Explicando
Descobrindo e experimentando
Há dias tenho pensado em escrever. Deu uma vontade louca de colocar numa folha em branco sentimentos que estão aqui há tempos.
Nada de tão importante, mas reflexões que às vezes eu faço e se perdem em minha mente. Mais que reflexões, são fatos do cotidiano que gostaria de registrar. Eu nunca tive um diário porque sempre achei demais me expor todos os dias. Nunca procurei uma analista, terapeuta ou algo semelhante, por achar que meus problemas eram demasiadamente pequenos para os outros terem que me ajudar a resolver. Veja bem: eu não disse não ter problemas, dúvidas, incertezas, insatisfações... só que por pura presunção, acho eu, sentia ser capaz de me avaliar e chegar a alguma conclusão, estivesse ela certa ou errada, coerente ou enganada. Que eu me lembre, acho que sempre fui assim sentimentalmente auto suficiente. Talvez esse seja meu escudo. Digamos que a fase para minha aceitação já passou , mas tenho certeza que minha criação colaborou para a minha independência emocional há muito tempo. Com isso eu amadureci sendo capaz de tomar perspectiva e avaliar o que realmente estava sentindo – raiva, inveja, dor, alegria, dúvida, amor, compaixão... Errei um monte de vezes, me confundi, mas a tentativa e erro servem para o bom aprendiz.
Eu não sei que vulcão é esse que está trabalhando aqui dentro no momento. Sei que a vontade de deixar fluir veio incontrolável e preciso aproveitar. Todo homem deve ter um filho(tenho 3 lindos), plantar uma árvore (plantei mais que isso) e escrever um livro (não publicar um livro). Isso é o que penso em fazer no momento. Antigamente ouvia as pessoas dizerem ter essa vontade e não compreendia. Estas últimas semanas, essa idéia não sai da minha cabeça. Não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém, mas falar de mim pode me ajudar e ajudar a alguém. Vendo o que acontece hoje na internet, todos os eventos de relacionamentos que surgem a cada dia, fica sem sentido achar que sua experiência em qualquer coisa que seja, é determinante para alguém. Tudo é tão rápido, urgente e mutável hoje em dia, que até assusta.
Não sei onde essa experiência vai me levar, mas estou gostando da novidade.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Inaugurando meu blog
Hoje por acaso, dando uma informação para uma querida amiga que irá casar (Isa com Osmar), sugeri a ela que utilizasse um blog para se comunicar com seus convidados.