quarta-feira, 21 de julho de 2010

ComemorANDO

Ainda não esgotei minha Felicidade com esse amor comemorado.
Foram dias suaves, despreocupados e iluminados.
E são tantas as razões para isso que fica difícil digerir.

Sair da rotina é muito bom, mas quando se tem filhos, deixar a cabeça e o coração longe deles é impossível. A nossa atenção permaneceu aqui, mas com a ajuda e o apoio de pessoas queridas tudo fica mais fácil.
Mas o mais importante foi contar com a cooperação deles, meus filhos.


Não posso deixar de reconhecer que nós, pais, temos uma parcela nisso tudo, mas não fossem os filhos que temos, não seríamos o casal que somos - e vice-versa.
Se tem algo que agradeço a cada dia que acordo é a benção de tê-los comigo.

Nós fizemos a opção de ter filhos mas não tinhamos consciência do quanto isso traria para nossa vida. Sempre que pensávamos nisso, imaginávamos o quanto teríamos que dar a eles com atenção e carinho, cuidados e educação. Mas a verdade é que são eles os responsáveis pelo nosso crescimento em todos os aspectos. Nos apresentam um mundo novo a cada dia e nunca deixaremos de amá-los. O nosso amor, meu e do Luiz, proporcionou isso.

Sinto que estou em estado de graça.
Ainda por cima, o livro que me acompanhou nesta viagem foi "A Cabana" de William P. Young. Estou seguindo a indicação do "The Missy Project" e divulgando o livro. Seja a pessoa religiosa ou não (o livro não levanta bandeiras), é impossível não se comover e parar para pensar e avaliar o que lemos ali.

Meu pai já havia feito essa indicação, mas não imaginava o quão profundamente ele iria me tocar.
Pensei em toda a minha vida e como fui educada para ser como sou e em como tenho procurado educar meus filhos. É como quando vi "O Segredo": inconscientemente já fazíamos um monte de coisas que indicavam ali. Com a cabana, seguiu o mesmo.
Mas o mais legal é que veio confirmar a minha postura perante os assuntos divinos. Não vou entrar aqui em comentários, pois continuo achando que religião não se discute mas se vive. Só posso dizer que algo que aprendi há muito tempo, ainda na adolescência, num encontro de jovens, me veio à mente com toda a força: a casa de Deus somos nós mesmos, Ele está em nós e nós estamos sempre com Ele.

Por tudo isso, estou ainda comemorando. E sendo quem sou, penso que irei comemorar sempre, porque não é do meu feitio me lamentar. Vou seguir agradecendo sempre.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Comemorar

Estive muito desligada do blog esses tempos. Era como se escrever fosse uma alegria que vinha tentando guardar, esconder. Não revelar nada por um tempo ainda fazia parte do meu momento, do meu silêncio, daquele hiato necessário (do qual não gosto da palavra). Mas o tempo, sempre o tempo.... Estou aqui de novo.

Após um inferninho astral legal!!!!!(rsrsrs), só restaram os momentos deliciosos dos últimos dias.
Além do meu aniversário que comemorei discretamente, mas com muito entusiasmo, pois afinal estou por aqui e muito bem de saúde, obrigada, comemoramos nosso aniversário de casamento.

Foi um momento especial, uma semana especial e mais, uma vida repassada em flashes, especial.
Tudo bem que foi num lugar maravilhoso, mas que fosse onde fosse, o sentimento que nos invadiu esses dias é algo que sabemos estar ali em qualquer situação. Esse é o valor de um relacionamento.

Como dizia minha mãe, não devemos fazer muita publicidade de nossa vida a dois (atrai mau olhado, dizia ela), mas o que vou dizer para aqueles que convivem comigo (família e amigos) não é novidade: eu sigo amando o Luiz.

São 25 anos de casamento, mas não de amor.(vou explicar)
Amor foi algo construído, foi trabalhado, foi sendo vivido e preparado para o agora.

Amor é a palavra de preenchimento de uma relação, mas o seu cortorno tem que ser feito todo dia. Existem momentos onde o tracejado aparece e pensamos que não seremos capazes de seguir pela linha. De repente, repensamos tudo, remexemos nisso, naquilo, nos reposicionamos e conseguimos seguir com o traçado. E de acordo com cada relação (e a minha parece se enquadrar nesse caso) o preenchimento vai ganhando espaço...se tornando maior, e maior, e maior e quando pensamos não ter mais como aumentar, a linha do contorno segue se abrindo.

O "amor" não se encerra em si. Ele é parte de um conjunto de sentimentos que só com o tempo, só com a experiência, conseguimos compreender. E o bonito e comovente de uma relação duradoura é saber que ele não é imutável: ele é, simplesmente é, quando tem que ser. Ele está sem você se esforçar para perceber.

Eu quero seguir amando sempre e sempre. Não quero que meu amor se encerre.
Quero sim dizer "eu te amo" mas naquele "agora" que a nós dois pertence.
Enquanto isso, sigo eu "arquitetando" nosso amor e o Luiz manipulando a "química" capaz de mantê-lo vivo e fresco.

Formamos uma bela dupla.