quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vou filosofar....


Entre uma Festa Junina e outra o mês de Junho é uma delícia. Mês agitado, especialmente para mim (quais não são?), mas as crianças ficam animadas, programando férias merecidas.

Este final de semana em especial, apesar da correria, eu adorei. Vimos nossos filhos dançarem e dançamos quadrilha com eles na escola. Curti, o que será a última vez da Amanda, a sua dança Country (já não quer saber mais de vestidinhos de chita, fita no cabelo e pintinhas na bocheca). Ela estava linda. O Julio, meu príncipe, um perfeito "Zeca Tatu" com uma meia de cada cor e sua jardineira "pula brejo".

Saindo dali ainda fomos ver nosso sobrinho, Theo, em sua apresentação especial como caipira legítimo (segundo minha cunhada eles moram no interior- Embu/Cotia).

Mas filosofar vem a partir daí. Encontrar toda a família, os Cansian presentes e os que estavam representando a família da Dani (minha cunhada) neste final de semana, me fez muito bem.
Sinceramente, parentes a gente não escolhe, mas fico feliz pelos que tenho. Não há família sem problemas, mas quando as pessoas estão em sintonia com a vida, é nítido que isso se reflete nas suas relações. Todos ali, eu sinto, estamos na mesma sintonia. Por isso tudo é festa quando nos encontramos. Sinto que quando estamos juntos, trocamos energias boas e recarregamos nosso espírito com bons sentimentos.

Existe uma linha que conduz nossa vida, do Luiz e da minha, e da qual não nos afastamos: procuramos harmonia, equilíbrio, bons fluidos, bons pensamentos, falar e fazer, tornar as coisas claras e leves, emitir opiniões (nos posicionar sempre), refletir antes de agir (é um exercício permanente), buscar soluções e não só lamentar dos problemas.

Tudo está "escrito sem nunca ter sido publicado".

Nós, interiormente, crescemos juntos, e penso que foi em função de seus valores e meus valores, que chegamos até aqui, cercados por essa "família"- incluo no termo, os próximos, aqueles de sangue, e também aqueles que escolhemos como família. São poucos os dias em que não sinto, ainda, a presença daqueles que já se foram e que no fundo são a base do que venho tentando dizer: existe um fio condutor para o que somos e como somos, desde o início, e a real razão de estarmos aqui, é nos mantermos nessa linha, e conduzir aqueles que chegam até nós por um bom caminho.

Vejam só onde foi parar meu pensamento, por uma simples Festa Junina!!!

Ainda bem que tenho o blog.


Linda!

Meu príncipe



São todos uns fofos!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Viagem Calórica

Mal voltei para casa do SPA, e já tinha agendada uma viagem com a família, no feriado de Corpus Cristi, para "Rio Quente Resort" em Goiás. Faziam 15 anos que não voltava lá. Que saudade!!! Graças a Deus, o título "viagem calórica" se refere a temperatura das águas.

Passei parte da minha infância e toda minha adolescência em Caldas Novas (cidade à 30min do Resort). Naquele tempo... (ai meu Deus!!!) a cidade era muito pequena: tipicamente uma cidade de interior, com footing na praça, 3 ruas asfaltadas, fármacia sem porta (algo inusitado até para a época), lanchonete fixa, onde rolavam encontros nas noites deliciosas de temperaturas amenas, muita música sertaneja, que eu nem curtia muito (vários que fazem sucesso hoje, eu ouvi pela primeira vez lá). Conhecia todo mundo, do Correio, do açougue, da rua de cima, da de baixo, o Prefeito e sua família, donos dos hotéis (que estavam começando), a Dona Ana que fazia os doces mais maravilhosos, os clubes que estavam vendendo títulos muito baratos, onde todos iam em algum momento do dia, já que para todos, ele se arrastava em outro ritmo, muito diferente do de hoje.
Era um período mágico, onde para se fugir das águas quentes de lá (que saiam até da torneira de nossa casa), subíamos na caçamba de camionetes e íamos em busca de cachoeiras frias nos divertir. Ainda mais no verão, em Carnavais animados, com fantasias elaboradas e madrugadas quentes de céu tão estrelado, que parecia que ia dispencar sobre nós. Não esqueço das vaquejadas, das galinhadas e das tardes que passávamos debulhando e ralando milho para fazer pamonhas de sal e doces, e curais que duravam semanas para se consumir. Todo o milho vindo do nosso quintal, onde ficamos até acampados uma vez (antes da construção da casa).
Não sei porque demoramos tanto, eu e o Luiz, para voltarmos à Caldas Novas.
Bom... acho que sei... queríamos conhecer outros lugares para que aquele permanecesse mais tempo intocado em nossas memórias.
Voltando agora para lá, me deu um pouco de tristeza de não encontrar mais aquela cidade das minhas lembranças. Mas a vida é isso, e eu queria muito que Amanda e Julio, pudessem curtir as águas quentes assim como nós. O Caio esteve lá por duas vezes, mas muito pequeno, não lembrava de nada. E hoje, o "Resort" está muito mudado: tem o Hot Park, que é muito legal com seus tobogãs e suas bóias que fazem a alegria de adultos e crianças e a "Praia do Cerrado" que para goiano (que está a quilométros do mar) é o máximo e vantagem: a areia não gruda e nem esquenta.
Meus filhos adoraram - os pequenos - como eu no passado - voltaram até com dor de ouvido, pois não saiam da água por nada). O Caio se divertiu e curtiu estar com os irmãos nas brincadeiras, mas faltou atividades noturnas para ele.
Viajar com os 3, e de carro, foi muito legal. Pensamos, eu e o Luiz, que seria mais difícil (afinal são quase 9 horas dentro de um carro). Mas graças a um tocador de DVD, a uma sacola com lanchinhos, uma garrafa térmica com cafezinho e boas brincadeiras, ah!!! e excelentes estradas - nada se compara a nossa Rodovia dos Bandeirantes - tudo passou bem.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Minha primeira vez num SPA

"O Físico": parei e pensei - os próximos anos serão mais difíceis para lidar com o peso de tudo, inclusive com o meu, a idade vem chegando e se eu não tomar algumas providencias não terei fôlego para seguir adiante. Vou me mexer e acertar o passo, para garantir um futuro "mais leve e mais saudável".

Fui parar num SPA.

Alameda de acesso a recepção - Imponente né?!


Área para descanso - Não tive tempo de usar

Vistas internas


Experiência maravilhosa.Primeiro porque percebemos como precisamos de pouco (nem tão pouco assim) para viver. Gente... 300 calorias é muito pouco (como eu ri quando me deparei com meu primeiro dia).
Segundo que atividade física é mesmo necessária. Não tem jeito. E o melhor: conviver num espaço onde todos, sem excessão, estão lutando por um objetivo tão pessoal e ao mesmo tempo coletivo, é muito estimulante.
No SPA cada história é uma história, mas descobrimos juntos que para tudo tem solução e mais importante, que somos capazes.
A qualidade maior é que é impossível sair de lá igual. Isso é demais. Impossível, ingerindo 300 cal, não perder peso. Seja líquido, seja massa gorda ou magra. Algo sempre vai embora. Se ali adiante vc vai reencontrar só depende de vc.
Mas os momentos de convivência com essas pessoas que conheci são impagáveis. Sem citar nomes, depois de 3 dias, parecia que nos conhecíamos há anos. Vidas tão distantes, experiências variadas, e no final nos irmanamos de tal maneira, que se não fossem elas, nenhuma de nós conseguiria.
Agradeço a todos pela ajuda, seja porque me estimularam, ou seja porque a minha experiência serviu para alguém. É muito gratificante.
O dia a dia não é fácil. Desde ter de acordar cedo (te ligam as 7:00hs), pesar (tira a roupa, relógio, brinco, o que mais pesar...e que frio!), exames (colher urina, sangue, o maldito "proto" que não não sai- que novela), consultas (com clínico, nutri, endocrino, psicóloga e o que mais vc precisar), caminhar, aula disso, daquilo, ansiedade, falta de sono, sono, moleza, cetose, escolher cardápio (que cardápio???), engolir a fome, o desejo, a saudade da família, uma eventual saidinha (após o sétimo dia)... Moçada é muito trabalho.

Mas a graça mesmo é a sala de espera para tudo isso. O que a gente se diverte não tem preço. E as massagens...aaahhh as massagens...são como prêmio para tanto empenho e esforço. E eu me esforçei! Participei de tudo e mais um pouco, mas fui com esse espírito: queira arejar e descansar minha cabeça, mas o meu corpo malhou. Meus novos amigos riam, mas no fim acabava sendo um incentivo para todos.
E juro!!! como gordo tem bom humor. É isso que nos salva por lá. Eles deviam incluir nos serviços,"terapia do riso". Isso faz muito bem. Dei muita sorte, pois desde que cheguei não me deparei com nenhum gordo depressivo e segundo os entendidos, isso é muito comum.



Caminho das Águas: adorei para fortalecer as pernas e reduzir medidas,

mas era muiiito gelada.


Hidroginástica: é minha praia, pena não conseguir fazer aqui em SP



Turma da hidro: sempre animados e depois dispostos para uma sauna e ducha escocesa.





Na Academia os personais foram uns amores e esse fisioterapeuta, Dr. Ivan

quase nos mata de rir imitando e corrigindo o caminhar e o correr de todos.


Formamos nesse tempo (9 dias no meu caso), um grupo tão coeso. Sem citar nomes novamente: uma viúva, de Curitiba, que sozinha (que força!) criou 3 meninas; uma solteira linda, de Brasília (quase casada - seis meses antes, com tudo pronto ele resolveu esperar e adiou o casamento - hoje eles moram juntos); 2 solteiras, de São Paulo, mais ou menos da minha idade, super competentes e bem sucedidas em suas profissões - queridas e carinhosas; uma de Cuiabá, baixinha, espevitada, com um espírito e um humor todo especial; 2 amigos, muito unidos e companheiros, de Mato Grosso, sendo que um deles esteve por 5 vezes no SPA (e está muito bem, mas se mantendo melhor para sua companheira nova) e o outro precisando eliminar 40 quilos - numa atitude invejável sem cirurgia de redução nenhuma- tendo o auxílio e o apoio desse amigo; uma médica "super" de Sorocaba, que vive em esquema de albergue (ela sai para trabalhar e volta todos os dias para lá); uma fofa do Rio -dinâmica, nova e linda mas que se cuida desde já- e outra de Ilhéus que se dispôs a ficar 20 dias tendo filhos e tudo mais (maridão tá dando a maior força).
Todos reagimos de maneira diferente em relação a estarmos num SPA, mas ao mesmo tempo, nos unimos, como se o bom desempenho de um fosse a vitória de todos.
Esse companheirismo, eu senti verdadeiro e adorei estar ali com eles. Trocamos experiências e rimos de montão. Comíamos nada, mas nossas refeições eram as mais demoradas. Ríamos muito e abriamos nossos corações.
Outra coisa engraçada e legal: no SPA não se "paga mico". As pessoas deixam parte de seus preconceitos do lado de fora e são mais despudoradas. Quase tudo pode: dançar livremente, dizer que "gosta", que "não gosta", que quer, que não quer, falar e não fazer, fazer e não assumir. Tudo pode e nós como cúmplices, não julgamos, somos mais compreensivos lá dentro do que aqui fora.
Não há o que pague o bom presente de "Dia das Mães" que eu pedi este ano. Obrigada ao meu marido Luiz - sempre companheiro, amor, amante e que nunca me cobrou nada em relação a minha aparência física - mas que sempre me apoiou em minhas decisões e dá a maior força para que eu seja feliz do jeito que for e aos meus filhos que também me amam incondicionalmente, mas para quem eu desejo mostrar que quando queremos tudo é possível.


Isso foi um almoço - fricassê de frango -
claro que antes comi uma salada.
Ali ao lado (aquela hóstia) é um rocambole de sobremesa.
Detalhe: a laranja e o abacaxi (decoração dos pratos) estavam uma delícia.




Isto era o permitido de leite desnatado por dia - 30g


Meu café da manhã básico



Dizem que foi o melhor frango com molho de 2 queijos já "experimentados"


Fazer uma alimentação de qualidade sempre foi importante nesta casa, mas dosar as guloseimas e as quantidades de tudo que se ingeri, foi um grande aprendizado. Outra lição muito importante para mim, e para isso estar longe foi imprescindível, foi a velocidade ao comer: aqui no meu dia-a-dia eu "devoro" um prato em cinco minutos, pois estou sempre preocupada com horários ou problemas meus e dos outros. Lá tive esse momento só para mim.
Esse e alguns outros preciosos: o SPA também é isso. Foi muito bom estar sozinha. Fazia anos que não me encontrava comigo mesma e só por tantos dias. Me senti bem, me valorizei, pois reconheci que existo por mim e não por minha família. Juro que já sabia, mas perceber que se é uma pessoa agradável, capaz de conviver em ambiente novo e fazer amigos por si, sem a interferência de filhos e de marido (mãe de alguém OU amigo de amigo), foi muito legal.




Meu quarto era o último à direita - bem embaixo da árvore





Da esquerda para a direita: Fernanda, Nazira, Magda e Márcia.



Da esquerda para direita: O grande Jaime, Rosa, o pequenino Alceu, Fernanda, Magda,

Márcia e nosso menino da animação Rodrigo (meu parceiro de forró)


Último almoço, em pé: Rosa, Miriam e Tânia e sentadas: Fernanda, Nazira e Magda.


Já na hora de partir: Rosa, Tânia, eu e Márcia.




Ao final, tudo foi maravilhoso, voltei para casa mais leve e disposta a continuar mais leve ainda.

Saudade de todos, mas juro que irei manter contato.