domingo, 19 de dezembro de 2010

Amigos

Ontem foi engraçado.
Dia 18 de de dezembro é SEMPRE o aniversário de minha amiga Isa (aquela que me fez iniciar este blog!). Mas ao invés de eu ligar para cumprimentá-la ela me ligou para me agradecer pelo cumprimento. Diz o Luiz : tá ficando doida essa Isa! Não acho. Sempre se pode esperar tudo da Isa. Achei o máximo ela fazer assim. Eu, em anos mesmo ela morando nos States, sempre lembrei e a cumprimentei pelo niver. Hoje ela só me poupou de olhar para o "bolinho" de marcação do celular e discar.
Adorei!!!!
Amigos são um bem precioso!!!
Após um dia agitado, tive o prazer de encontrar e falar com alguns deles hoje que sempre são capazes de me deixar feliz.
Este ano foi nesse aspecto especial. Vi e reencontrei amigos a algum tempo afastados mas não esquecidos. Delícia de reencontros. Durante todo o ano: por razões tristes revi parentes e amigos há muito tempo sem contato, por meio do Facebook achei pessoas que foram muito importantes em minha vida e por conta de meus filhos encontrei e adquiri novos amigos que com certeza farão enriquecer minha história. Nosso tesouro não se mede em peso nem em brilho, mas em intensidade e preenchimento.
Terminei meu dia cansada (já é muito tarde) mas com certeza mais feliz do que acordei.
E mais feliz ainda porque o Caio comemora agora com seus amigos numa "festa de despedida" o começo de mais uma fase. Logo estará longe desses para a conquista de novos e continuará um ciclo importante que só daqui alguns anos poderá dar a ele a dimensão do que eu tenho agora: os amigos tem mesmo, cada um, o seu valor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Final de Ano 2010

Estou chegando ao final deste ano um pouco melancólica. Normalmente não sou assim, mas levando em conta todos os ocorridos deste ano não é de se estranhar.
Sempre adorei as festas de final de Ano. Como boa canceriana que sou, me dá muito prazer trocar gentilezas, boas energias e carinho com amigos e pessoas da família.
Só que este ano, pela primeira vez, senti o peso do tempo na alma. O tempo que nos impulsiona desde pequenos a crescer e acumular experiências que nos servirão no futuro: sinto que estou no meu futuro.
Despois da perda de minha mãe precisei retomar uma vida que havia estado paralizada por um pouquinho e planejar o que viria pela frente sem ela. Minha mãe sempre foi alguém adiante do seu tempo e isso foi durante muito tempo uma referência para mim. Agora é como se eu não encontrasse mais esse ponto ali adiante para me orientar e passasse a ocupar esse posto. A responsabilidade aumentou.
A melancolia vem também do fato de ver os filhos crescendo e este ano ver um filho mais uma vez seguindo seu rumo. Todos estão fazendo o esperado, mas ainda assim nos surpreendemos com o sentimento egoísta de tê-los sempre por perto debaixo de nossas asas.
Não sei o que será de meu futuro (presente), mas sei que para eles sempre serei a luz orientadora como foi minha mãe para mim. Por isso devo me fortalecer, rezar, continuar com meus amigos e família.
Que meu futuro seja longo e ainda de muito aprendizado.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ComemorANDO

Ainda não esgotei minha Felicidade com esse amor comemorado.
Foram dias suaves, despreocupados e iluminados.
E são tantas as razões para isso que fica difícil digerir.

Sair da rotina é muito bom, mas quando se tem filhos, deixar a cabeça e o coração longe deles é impossível. A nossa atenção permaneceu aqui, mas com a ajuda e o apoio de pessoas queridas tudo fica mais fácil.
Mas o mais importante foi contar com a cooperação deles, meus filhos.


Não posso deixar de reconhecer que nós, pais, temos uma parcela nisso tudo, mas não fossem os filhos que temos, não seríamos o casal que somos - e vice-versa.
Se tem algo que agradeço a cada dia que acordo é a benção de tê-los comigo.

Nós fizemos a opção de ter filhos mas não tinhamos consciência do quanto isso traria para nossa vida. Sempre que pensávamos nisso, imaginávamos o quanto teríamos que dar a eles com atenção e carinho, cuidados e educação. Mas a verdade é que são eles os responsáveis pelo nosso crescimento em todos os aspectos. Nos apresentam um mundo novo a cada dia e nunca deixaremos de amá-los. O nosso amor, meu e do Luiz, proporcionou isso.

Sinto que estou em estado de graça.
Ainda por cima, o livro que me acompanhou nesta viagem foi "A Cabana" de William P. Young. Estou seguindo a indicação do "The Missy Project" e divulgando o livro. Seja a pessoa religiosa ou não (o livro não levanta bandeiras), é impossível não se comover e parar para pensar e avaliar o que lemos ali.

Meu pai já havia feito essa indicação, mas não imaginava o quão profundamente ele iria me tocar.
Pensei em toda a minha vida e como fui educada para ser como sou e em como tenho procurado educar meus filhos. É como quando vi "O Segredo": inconscientemente já fazíamos um monte de coisas que indicavam ali. Com a cabana, seguiu o mesmo.
Mas o mais legal é que veio confirmar a minha postura perante os assuntos divinos. Não vou entrar aqui em comentários, pois continuo achando que religião não se discute mas se vive. Só posso dizer que algo que aprendi há muito tempo, ainda na adolescência, num encontro de jovens, me veio à mente com toda a força: a casa de Deus somos nós mesmos, Ele está em nós e nós estamos sempre com Ele.

Por tudo isso, estou ainda comemorando. E sendo quem sou, penso que irei comemorar sempre, porque não é do meu feitio me lamentar. Vou seguir agradecendo sempre.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Comemorar

Estive muito desligada do blog esses tempos. Era como se escrever fosse uma alegria que vinha tentando guardar, esconder. Não revelar nada por um tempo ainda fazia parte do meu momento, do meu silêncio, daquele hiato necessário (do qual não gosto da palavra). Mas o tempo, sempre o tempo.... Estou aqui de novo.

Após um inferninho astral legal!!!!!(rsrsrs), só restaram os momentos deliciosos dos últimos dias.
Além do meu aniversário que comemorei discretamente, mas com muito entusiasmo, pois afinal estou por aqui e muito bem de saúde, obrigada, comemoramos nosso aniversário de casamento.

Foi um momento especial, uma semana especial e mais, uma vida repassada em flashes, especial.
Tudo bem que foi num lugar maravilhoso, mas que fosse onde fosse, o sentimento que nos invadiu esses dias é algo que sabemos estar ali em qualquer situação. Esse é o valor de um relacionamento.

Como dizia minha mãe, não devemos fazer muita publicidade de nossa vida a dois (atrai mau olhado, dizia ela), mas o que vou dizer para aqueles que convivem comigo (família e amigos) não é novidade: eu sigo amando o Luiz.

São 25 anos de casamento, mas não de amor.(vou explicar)
Amor foi algo construído, foi trabalhado, foi sendo vivido e preparado para o agora.

Amor é a palavra de preenchimento de uma relação, mas o seu cortorno tem que ser feito todo dia. Existem momentos onde o tracejado aparece e pensamos que não seremos capazes de seguir pela linha. De repente, repensamos tudo, remexemos nisso, naquilo, nos reposicionamos e conseguimos seguir com o traçado. E de acordo com cada relação (e a minha parece se enquadrar nesse caso) o preenchimento vai ganhando espaço...se tornando maior, e maior, e maior e quando pensamos não ter mais como aumentar, a linha do contorno segue se abrindo.

O "amor" não se encerra em si. Ele é parte de um conjunto de sentimentos que só com o tempo, só com a experiência, conseguimos compreender. E o bonito e comovente de uma relação duradoura é saber que ele não é imutável: ele é, simplesmente é, quando tem que ser. Ele está sem você se esforçar para perceber.

Eu quero seguir amando sempre e sempre. Não quero que meu amor se encerre.
Quero sim dizer "eu te amo" mas naquele "agora" que a nós dois pertence.
Enquanto isso, sigo eu "arquitetando" nosso amor e o Luiz manipulando a "química" capaz de mantê-lo vivo e fresco.

Formamos uma bela dupla.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dias de sentir

Após um período que chamamos de "luto" (porque um nome é necessário, mas eu não gosto desse), segui sem pensar por esses dias.
Esses eram dias de sentir.
Sentir a memória, sentir o tempo, sentir alívio, sentir pesar, sentir saudade.

Fui sentir lá em Natal (RN).
Bom né, poder ir sentir lá longe, sair da rotina, desta longa caminhada, mudar de ares.
Fui com a família: marido, filhos (Amanda e Julio), meu pai e minha irmã. Todos precisavam deste tempo para se encontrar sem a mesma motivação dos últimos meses. A razão maior foi curtir o sol, a água maravilhosa do mar, da piscina e da chuva que lavou nossa alma. Estar ali sem compromisso, sem amarras, sem culpa, foi muito bom.
Amei as dunas, onde se tem a nítida sensação da nossa pequinês perto das maravilhas de Deus e amei o meu banho de descarrego: faziam mais de 12 meses que não entrava no mar (acho que nunca tinha ficado tanto tempo longe dele).

Retornar foi difícil. Eu não nasci para o frio: lá estava uma delícia de temperatura com a brisa te abraçando, fazendo carinho....
Depois, que mês de Junho é loucura: um evento atrás do outro.
E a verdade é que a saudade permanece - e permanecerá sempre - e é duro pensar em alguém que você tem certeza não verá mais. O tempo cura, mas enquanto isso...dói.

Vamos seguir.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Aprendizado doido

A vida é um eterno aprendizado. Quanto mais se vive mais se percebe que a riqueza maior é o aprender. Só isso fará com que tenhamos um futuro digno, produtivo mentalmente e fisicamente. Que sem querer, ou melhor, sem se perceber, isso nos trará Felicidade.
É uma pena quando esse crescimento dói. Quando esse movimento (de sair do lugar seguro) não é feito com sabedoria.
Será preciso paciência. Será preciso persistência. Será preciso amor.

Eu aprendo a cada dia.
Aprendo a confiar e confiando, me decepcionar.
Aprendo a tolerar e tolerando, me aquietar.
Aprendo a conversar e conversando, trocar.
Aprendo a amar e amando, me superar.

Meu filho de 6 anos repetiu, outro dia para um amiguinho, algo que ouviu de mim e que nem de longe eu pensei ser tão útil e repetido e assimilado por ele assim tão cedo:

"Na vida a gente ganha, a gente perde... não fique triste... "

Eu estou precisando, mais do que nunca, acreditar nisso agora.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ser mãe

Ser "Mãe" está bem difícil nesses tempos. Digo não só agora para mim, mas sempre, para todas nós mulheres. Ser mãe não implica somente o ato maravilhoso de gerar, de amamentar, trocar, cuidar e amar incondicionalmente.

Ser mãe, para nós mulheres, significa sermos "completas":
  • realizadas como mulheres - corpo e mente,
  • resolvidas profissionalmente - mesmo que não atuantes,
  • ser boa companheira - em todos os sentidos,
  • ter opinião - independente de certo ou errado,
  • saber se posicionar - quando falar e quando calar,
  • saber fazer crescer - soltar e controlar,
  • saber administrar o tempo - o seu e o dos outros,
  • fazer acontecer - organização é tudo.
São tantas as atribuições de uma mãe que nenhuma filha tem noção disso até se tornar mãe. E para os filhos homens, ainda, é mais difícil. Porque mesmo o dia em forem pais, nunca serão como uma mãe.

Após a maternidade, nós mães só nos tornamos realmente felizes depois que temos certeza que nossos filhos estão felizes. Nós nos encontramos em muitos momentos da vida sozinhas, porque assim nascemos e assim morreremos. Mas no decorrer do caminho algo muda quando somos mães.
Não há muito tempo talvez existisse uma diferença: as mães geravam seus filhos e em determinado momento eles estavam no mundo, um mundo diferente para nós e novo para eles.

Hoje a dinâmica mudou um pouco: nós pais caminhamos ao lado dos filhos para essa nova vida todos os dias, porque senão a distância ficaria muito grande, como ficou em outras gerações.
As mães hoje precisam, em função da velocidade das inovações, estar muitas vezes ao lado e não na retaguarda dos filhos como antes. O diálogo sempre foi importante, mas hoje é imprescindível, e para falar a mesma língua que eles é preciso estar constantemente "ligada".

Ser mãe é muito gratificante, mas consome do universo feminino além do imaginável.
Especialmente para mim, ser mãe e ser filha está tendo um valor especial neste momento. Reconhecer igualdades e diferenças nessa relação mães e filhos, só é possível após a experiência acumulada com o tempo e isso é coisa que nossos filhos - ainda pequenos e/ou jovens - não dispõe. Hoje, que me encontro mãe e filha, reconheço todo o amor, toda a bondade, o comprometimento e dedicação, que teve e tem minha mãe para com suas filhas e netos.

Hoje que me encontro filha, só posso dizer que a amo e que agradeço por todos os momentos raivosos, nervosos, amargurados, engraçados, tristes e muito felizes que passamos juntas.


Este ano meu presente para minha mãe, de Dia das Mães, será especial: será a minha palavra de que serei uma ótima mãe para meus filhos também.


E o presente que gostaria de ganhar dos meus filhos é o amor incondicional que já recebo e a compreensão de que agora, mais do que nunca, preciso ser uma ótima filha. De todo o meu coração: Amo vocês - Carmen, Caio, Amanda e Julio.

Minha Mãe Querida Carmen



Meus filhos Queridos Caio, Amanda e Julio










segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma família enfim FELIZ!





Percorrendo, sem desânimo, essa vida, comemoramos este sábado os 3 aninhos do anjinho que veio habitar nesta família: João Henrique da Cunha Cansian.
Parabéns à ele! Parabéns à seus pais Jorge e Karin!

Já foi uma festa durante esses meses de convivência com esse ser tão pequeno e tão grande.
Digo que ele veio não só para receber, mas ao contrário da maioria de crianças adotadas, ele veio para dar, doar seu amor incondicional a todos nós. São primos, tios, avós, amigos, todos aqueles que ele toca.
O João é um ser abençoado. Lindo, querido e amado.
Foi emocionante o seu "Parabéns".
Foi emocionante ver a alegria estampada no rostinho da sua mãe e do seu pai.

Que familia linda você tem!!!

Na ponta dos dedos

Impressionante! Mas em menos de 2 semanas tudo muda e nada muda.
As angústias dos últimos meses continuam, mas se aprofundam ainda mais com os últimos acontecimentos.

Mais uma internação de minha mãe na UTI e mais uma vez a constatação do inevitável: estamos perto do recomeço. Sim, porque acredito que para ela se aliviar do peso da dúvida, da incerteza, da saudade, do medo, será como um recomeço. Talvez por isso sua resistência. Ela é muito forte - fisicamente muito forte - mas está cansada e seu espírito é o de uma criança que está com medo do desconhecido.
Para ela recomeçar significa se desapegar do amor de meu pai, do carinho da família, do cuidado que a cerca nos últimos anos e não só desses 10 meses, que se completam hoje, após o AVC. Foram 10 meses de luta para manter uma pessoa dignamente ligada a esta vida, mas para nós, que a amamos, foi um período de preparação. Ela nos deu isso, mas não sabemos, se conseguiu ela mesmo, se preparar para o distanciamento. Talvez ela ainda ache que não estamos prontos...quem sabe? Nunca, de verdade, estaremos prontos, mas o processo é esse mesmo e só após sua ausência, saberemos o que será.

Para ela, hoje, está difícil. Não temos acesso mais aos seus pensamentos. O fio que a conduz está na ponta dos dedos. Seu físico se resume a uma máquina falhando, parando lentamente e que não tem conserto nem pelas mãos dedicadas de meu pai, nem pelos cuidados das filhas e netos, nem pelo empenho da medicina. Não sabemos nada do que realmente acontece em seu cérebro, em sua mente, em seu olhar perdido, em seus ouvidos, às vezes, atentos (será que compreende alguma coisa?). Só sei que tenho conversado muito com sua alma. Quem sabe esta me escute. Minha esperança é que me xingue, me corrija, me cale, caso eu esteja perturbando. Mas minha única certeza, é que ela sabe que eu a amo e que só desejo o seu bem.

Como todos nos dizem: só por Deus.
Cabe a Ele decidir, mas rogamos para que seja sem dor. É só o que peço.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Balada



Como eu comentei com as amigas, nunca uma máquina fotográfica fez tanta falta.

Já fazia meses estavámos combinando sair para uma balada todos juntos. Mas nunca que dava certo. Ainda faltou a Desirèe e o Amilcar, mas finalmente conseguimos ir além de três casais, para aquilo que foi uma noite divertida e animada, principalmente para mim, que há tempos não tinha horas tão desencanadas.






Adorei ter visto Flávia e Guilherme, pais queridos do João e do Gustavo, que agora nos deixaram pelo lindo e maravilhoso Rio de Janeiro, e que foram os motivadores para o encontro super, mega, ultra legal do sábado.
Até a próxima.....

Vida


Desde a semana passada que estamos com a rotina agitada.
Foram dias onde aconteceu de tudo: compromissos sociais - inaugurações, vários aniversários (inclusive do filhão Caio), Amanda em provas, Julio um pouco dodói e agora o Luiz de férias. Em meio a tudo isso, estou sempre às voltas com meus pais e com o todo da família, mas o que mais gostei desta semana foi curtir o encontro com amigos e pensar em minha vida.

Teve de tudo: desde o encontro com os pais dos novos amigos do Julio (ele mudou para o período da manhã), teve o encontro com os amigos da antiga turma da tarde, teve o encontro com amigos do passado que eu já não via há muito tempo e fez voltar à memória sensações muito gostosas, tem os amigos, que de tão amigos, são família e teve a vontade de que os amigos estivessem de certa forma juntos em algum momento.
É claro que isso não é possível, pois são momentos diferentes. Mas no meu íntimo, todos fazem parte da minha hístória e eu queria muito tê-los todos em um único lugar dentro de mim e ao meu redor.

Da escola, só posso agradecer os amigos que fizemos ao longo de tantos anos. Não esqueçam que tenho três filhos o maior acaba de completar 20 anos e o menor, só tem 6. Quando dizem que filhos nos mantém jovens (eu mesmo digo isso), isso inclui o fato de ainda estarmos em tempo de fazer amigos. Existem casais, que com os filhos já mais velhos, interrompem seu convívio social e já sentem dificuldade em ampliar seus contatos. Ter filhos pequenos implica em estar em "fase de crescimento também" e de aceitar o novo a todo momento.

Eu e o Luiz gostamos disso e estamos dispostos e abertos para tudo. Acho tão bom saber que faremos daqui a alguns meses, 25 anos de casados, mas parece que estamos começando de onde muitos nem chegaram.
Nosso passo sempre teve o compasso do companheirismo, mas é muito difícil manter o ritmo por tanto tempo. Sabemos que crescemos juntos, nos encontramos e lutamos para permanecer juntos, mas o que nos conduz é um amor e um respeito infinito.
Este final de semana dançamos como nos velhos tempos (fazia muito não saíamos para dançar) e o mais legal foi curtir o agora e não lamentar, não ter nostalgia do que já foi, porque para nós, ainda está sendo.
"Temos uma vida pela frente" e agradecemos a todos os amigos que fizeram, fazem e farão parte dela.

sábado, 17 de abril de 2010

Pasta d'autori



Foi uma acertada decisão prestigiar a inauguração de mais um empreendimento do meu amigo e compadre Eduardo Guimarães. Ele e mais dois sócios, Leonardo Vils e Rafael, conseguiram um espaço delicioso para nos oferecer massas artesanais que,esses dois, há muito já faziam a domicílio, e agora tem endereço certo - de momento para almoços - para saboreá-los.
Na foto: Moacyr, Miriam, Úrsula e Edu.

O Luiz, infelizmente não pode estar lá, mas eu, meu pai (foi ótimo ele ter ido com a gente) e o meu filho Caio, pudemos comparecer.

Rafael não sabe o quanto me fez feliz aquela noite. Foi uma grata surpresa ter encontrado sua prima Andrea Barros, amiga da Faculdade de Arquitetura, que não via há muito tempo. Hoje ela se transformou em "boleira" atuando em Santos - SP, cidade de nosso curso e onde habita até hoje. Por isso foi diícil mantermos contato.

E não bastasse isso, descobrir uma outra amiga ainda de uma época mais antiga, de colégio, Lígia Gallas, responsável por eu ter conhecido o meu marido, como amiga e fornecedora de bolachinhas para o Pasta d'autori. Feliz coincidência.

Gustavo e Ligia


Feliz noite e reencontros que espero perdurem em encontros e contatos, para que não se passem tantos anos assim até nos vermos de novo. Amigos são amigos e independe muitas vezes de tempo. Sinto pela Ligia como se nunca tivesse deixado de vê-la, adoro sua família anterior (pais e irmãos) e atual marido e filhos e torço para mantermos contato.
Parabéns Edu por mais este empreendimento!!

Ah! preciso parabenizar também o lançamento semana passada do Instituto Senna Guimarães, que muito com certeza, terá seus objetivos de ajuda, amparo e orientação à infância bem sucedidos. Lindo o logo e divulgo que idéias, sugestões,contribuições e parcerias estão sendo aceitas pelo Instituto.


Seguem os contatos de tudo que foi comentado aqui:

Pasta d'autori
R. Prof. Atílio Innocenti, 743
Itaim Bibi
F 3044 0615 3044 2362

Officina
Doces e idéias por Andrea Barros
Tel: (13) 3234-2870
contato@officinadoces.com.br
www.officinadoces.com.br

homemade
cookie & cakes
bolachinhas - cookies - pão de mel - brownie
cakes - pipoca - damasco - macarons
Ligia
3741-0285 8245-3090
ligiagallas@hotmail.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Casamento Prima



Não sei há quantos anos não estávamos todos juntos. No dia 10 de abril, sábado passado, foi um dia especial.
No casamento d
e sua prima Carina com o Leandro, a família do meu marido - por parte de mãe -conseguiu se reunir (principalmente os primos) depois de um longo período distantes. Sem a presença dos avós, Antônio e Hermengarda (já falecidos), ficou muito difícil os encontros de todos. Como em toda família, cada um segue sua vida e as distâncias em São Paulo são sempre grandes. Foi uma delícia para mim, que os conheço desde meus 15 anos, reencontrar tios e tias, e os primos com seus filhos crescidos: todos lindos. Meus filhos nem sabiam que tinham tantos primos.
A cerimônia foi linda e q
ue Carina e Leandro sejam muito felizes.


Como brincamos: as 3 Tristezas
Miriam, Danielle e Karin

Família da Tia Laura: Vera, Sônia, Laurinha e Solange


Primos Toninho e Fátima, pais da noiva, com Luiz e Paulo


Brother's


E na pista de dança: Paulo, Solange, Julia, Nadine, Laurinha e Amanda


Amanda: sempre se diverti muito


Primos menores : docinhos


João, Caio, Amanda e Theo
Serão os responsáveis pelos próximos encontros
Se Deus quiser!


terça-feira, 16 de março de 2010

Voltando...


Acabo de me lembrar de meu blog. Uma amiga, Beth, foi a responsável (me tornei sua seguidora). Me deu vontade de novo de me comunicar.

Lendo as últimas postagens, não acredito que se passou todo esse tempo e que as coisas não progrediram com minha mãe como esperavámos.

Por isso tenho demorado tanto para estar aqui de novo: gostaria de ter boas notícias, relatar melhoras significativas. Ela completou 86 anos em Fevereiro.

Mas infelizmente o processo é irreversível, a máquina tem seus limites e não há vontade, neste mundo, externa, capaz de fazê-la voltar a funcionar. Mamãe perdeu suas capacidades degustativas e de falar de uma vez. Todo o quadro descrito na postagem anterior permanece: Home Care, cuidadoras, banhos, fisio, remédios, remédios e remédios. É claro que após 8 meses os remédios já não aliviam muito: eles dopam. A culpa não é de um, mas de vários, combinados, durante todo o tempo, que fica difícil resolver. O vilão da vez é o anticonvulsivo .....

Sua consciência é uma luz branda do que foi um dia o brilho de um ser cheio de energia: hoje ela não reage a nada, a nenhuma emoção.
Não sabemos o quanto é capaz de perceber, mas sabemos que estar ali é muito difícil. Para ela e para nós. É uma sensação terrível de impotência. Estamos fazendo o que é possível para lhe dar uma condição de sobrevida digna, mas a culpa bate a nossa porta, por vezes, por não sabermos e não podermos fazer mais.

Somos humanos, com medos, incertezas, dores, carências, dúvidas, questionamentos, julgamentos. Nessa situação limite, onde se tem alguém da família em estado terminal, todos os sentidos e sentimentos são acionados e a incerteza é a única certeza. Perdemos a noção do tempo, porque somos obrigados a viver dia após dia em expectativa. Solução não é a palavra, porque para cada ocorrência, surge uma nova: talvez desafio seja melhor.
Enquanto assistimos essa situação - sim porque às vezes me sinto telespectadora de minha própria história - concluimos que a vida é realmente bela e para ser vivida em sua plenitude. Não há culpado, nem responsável, mas pergunto, assim como meu marido, porque tem que ser assim? Nunca teremos essa resposta. Não nesta vida...não, para aliviar o sofrimento...
Aqui e agora, temos que suavizar a passagem para que ela não rasgue em seu caminho nossos corações e nossa fé, e deixe só a lembrança de tudo que vivemos de bom.
Isso será reconfortante.
FORÇA MAMÃE PORQUE ESTAMOS AO SEU LADO TE CONDUZINDO COM AMOR.
TE AMAMOS
SUA FAMÍLIA