terça-feira, 20 de julho de 2010

Comemorar

Estive muito desligada do blog esses tempos. Era como se escrever fosse uma alegria que vinha tentando guardar, esconder. Não revelar nada por um tempo ainda fazia parte do meu momento, do meu silêncio, daquele hiato necessário (do qual não gosto da palavra). Mas o tempo, sempre o tempo.... Estou aqui de novo.

Após um inferninho astral legal!!!!!(rsrsrs), só restaram os momentos deliciosos dos últimos dias.
Além do meu aniversário que comemorei discretamente, mas com muito entusiasmo, pois afinal estou por aqui e muito bem de saúde, obrigada, comemoramos nosso aniversário de casamento.

Foi um momento especial, uma semana especial e mais, uma vida repassada em flashes, especial.
Tudo bem que foi num lugar maravilhoso, mas que fosse onde fosse, o sentimento que nos invadiu esses dias é algo que sabemos estar ali em qualquer situação. Esse é o valor de um relacionamento.

Como dizia minha mãe, não devemos fazer muita publicidade de nossa vida a dois (atrai mau olhado, dizia ela), mas o que vou dizer para aqueles que convivem comigo (família e amigos) não é novidade: eu sigo amando o Luiz.

São 25 anos de casamento, mas não de amor.(vou explicar)
Amor foi algo construído, foi trabalhado, foi sendo vivido e preparado para o agora.

Amor é a palavra de preenchimento de uma relação, mas o seu cortorno tem que ser feito todo dia. Existem momentos onde o tracejado aparece e pensamos que não seremos capazes de seguir pela linha. De repente, repensamos tudo, remexemos nisso, naquilo, nos reposicionamos e conseguimos seguir com o traçado. E de acordo com cada relação (e a minha parece se enquadrar nesse caso) o preenchimento vai ganhando espaço...se tornando maior, e maior, e maior e quando pensamos não ter mais como aumentar, a linha do contorno segue se abrindo.

O "amor" não se encerra em si. Ele é parte de um conjunto de sentimentos que só com o tempo, só com a experiência, conseguimos compreender. E o bonito e comovente de uma relação duradoura é saber que ele não é imutável: ele é, simplesmente é, quando tem que ser. Ele está sem você se esforçar para perceber.

Eu quero seguir amando sempre e sempre. Não quero que meu amor se encerre.
Quero sim dizer "eu te amo" mas naquele "agora" que a nós dois pertence.
Enquanto isso, sigo eu "arquitetando" nosso amor e o Luiz manipulando a "química" capaz de mantê-lo vivo e fresco.

Formamos uma bela dupla.

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