sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dias de sentir

Após um período que chamamos de "luto" (porque um nome é necessário, mas eu não gosto desse), segui sem pensar por esses dias.
Esses eram dias de sentir.
Sentir a memória, sentir o tempo, sentir alívio, sentir pesar, sentir saudade.

Fui sentir lá em Natal (RN).
Bom né, poder ir sentir lá longe, sair da rotina, desta longa caminhada, mudar de ares.
Fui com a família: marido, filhos (Amanda e Julio), meu pai e minha irmã. Todos precisavam deste tempo para se encontrar sem a mesma motivação dos últimos meses. A razão maior foi curtir o sol, a água maravilhosa do mar, da piscina e da chuva que lavou nossa alma. Estar ali sem compromisso, sem amarras, sem culpa, foi muito bom.
Amei as dunas, onde se tem a nítida sensação da nossa pequinês perto das maravilhas de Deus e amei o meu banho de descarrego: faziam mais de 12 meses que não entrava no mar (acho que nunca tinha ficado tanto tempo longe dele).

Retornar foi difícil. Eu não nasci para o frio: lá estava uma delícia de temperatura com a brisa te abraçando, fazendo carinho....
Depois, que mês de Junho é loucura: um evento atrás do outro.
E a verdade é que a saudade permanece - e permanecerá sempre - e é duro pensar em alguém que você tem certeza não verá mais. O tempo cura, mas enquanto isso...dói.

Vamos seguir.

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